No dia em que me cavaste a sepultura reparei que só o teu corpo suportaria o meu peso. Agora quero cavar uma para ti mesmo a meu lado, de corpo gelado pararias de não me amar. Enterrar-me-ia e abriria um túnel para a tua mão só para te agarrar o indicador que sempre foi o primeiro em que tocava nas salas de cinema antes de encher a mão de ti e aquele em que meus lábios treinavam antes de fechares os olhos e eu te enfiar na boca como quem quer que me chegues ao coração.
Vamos morrer como quem se ama.
Sabemos que não vou sozinha para debaixo da terra.